Em Marcos 10, a Bíblia fala de um moço que um dia procurou
Jesus.
O passo mais importante não é somente ir a Jesus, mas tomar
uma decisão de segui-lo.
E quando Jesus lhe falar, dê uma chance, não feche a cara e
não vire as costas.
Aquele jovem tinha um vazio em sua vida.
Talvez sejamos iguais àquele jovem, com um vazio imenso em
nossa vida que só Jesus pode preencher.
Muitos hoje correm em direção oposta a Deus, mas aquele
jovem correu na direção certa.
De nada adiantará também você correr na direção certa se a
sua decisão não for a de estar ao lado de Jesus.
Quando aquele jovem percebeu a grandiosidade de Jesus e sua
pequenez, lançou-se aos pés de Jesus e perguntou-lhe: “Que devo fazer?”
Quantos de nós já perguntamos isto e talvez não obtivemos
uma resposta.
Talvez seja porque buscamos as respostas apenas naquilo que
nós mesmos desejamos.
E o vazio interior continua em nossa vida.
Isto ocorre porque não permitimos que Jesus tome conta de
nosso ser.
Aquele jovem foi à pessoa certa, no lugar certo, na hora
certa e fez a pergunta certa: “Que devo fazer para ir para o céu?”
Será que o céu que nos tem sido preparado ainda impulsiona
as nossas emoções?
Talvez o céu não mais lateje no pensamento de muitos, mas
saiba que você querendo ou não o céu existe, quer você acredite ou não, quer
você aceite ou não, Deus lá está esperando por você!
Nunca nos foi oferecido algo melhor ou superior que o céu!
Aquele jovem sabia disso e foi por isso que ele fez essa
pergunta a Jesus.
Jesus primeiramente o amou.
E todo amor espera uma resposta.
Então Jesus lhe diz: “Só te falta uma coisa”.
“Vende tudo o que tens, dê aos pobres e depois siga-me”.
Jesus queria dizer: “Você
só precisa de mim e não de coisas”.
Quando o jovem ouviu isso fechou a cara, virou as costas e
não mais olhou para Jesus.
O maior erro daquele jovem foi pensar que Jesus não poderia
ajuda-lo a resolver seu problema.
Ele nem sequer pediu, somente fechou a cara e foi embora.
Foi embora com a solução, porém sem resolver o seu problema.
Aquele que um dia nos salvou é quem pode nos ajudar também a
vencer os desafios que ainda nos separam do céu.
Dê a Jesus uma chance e ele endireitará todas as veredas de
sua vida.
Provérbios 26:20 diz: “Sem lenha o fogo se apaga e, não havendo
maldizente, cessa a contenda”.
É bem mais fácil se precaver de um incêndio de que
provoca-lo e depois tentar apaga-lo.
Ironias
A ironia revela o veneno contido em nosso íntimo.
E não se pode ter vida plena num ser envenenado por
natureza (ver Provérbios 18:7).
Questionamentos
Existem ainda aquelas pessoas que só sabem questionar.
Questionam o vestuário, o alimento, a família, a igreja e
até elas mesmas.
Devemos sempre ser agradecidos pela proporção de bênçãos
que nos foi concedida.
Provérbios 13:3 diz: “O que guarda a boca conserva a sua alma,
mas o que muito abre os lábios a si mesmo se arruina”.
Abrahan Lincoln disse: “Aquele que se julga com o direito de criticar
deve ter também um coração bondoso para ajudar”.
Palavras Opacas
O cristão deve ser claro em seu falar, sem usar do
artifício de falar algo querendo dizer outra coisa.
O cristão deve valer-se de suas palavras para dizer somente
aquilo que for necessário, importante e edificador.
Efésios 4:29: “Não saia da vossa boca
nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme
a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem”.
Falsidades
Provérbios 4:24 diz: “Desvia de ti a falsidade da boca e afasta
de ti a perversidade dos lábios”.
Não adianta dizer palavras macias, enquanto o coração está
cheio de guerra.
Se você não aprendeu a refrear a língua a sua religião
será vã e enganosa (ver Tiago 1:26).
Aquele que insiste em julgar os outros tem alguma coisa que está
tentando esconder.
Críticas
O mundo está cheio de gente de braços cruzados e língua
solta.
Devemos ser uma exceção.
Isaías 50:4
nos diz: “O Senhor me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa
palavra ao cansado”.
Silêncio
Existe ainda aquele momento que se não há nada de
importante para dizer, siga o conselho de Jeremias, em Lamentações 3:26 “Bom é aguardar a salvação no Senhor, e isso em
silêncio”.
Há um provérbio inglês diz o seguinte: “É melhor manter-se em silêncio
e pensarem que você é um tolo, do que falar e remover toda a dúvida”.
A palavra pode tanto levantar um doente como matar um
saudável.
Os árabes costumam dizer que existem três coisas que
jamais voltam: o dia de ontem, a flecha disparada e a palavra dita.
A língua tem matado mais do que qualquer guerra, fome,
catástrofe natural.
Uma língua descontrolada é como uma epidemia incurável.
Mas o que guarda a língua livra a sua alma da angústia,
disse o sábio Salomão (ver Provérbios 21:23).
Crie nas pessoas a esperança que já não mais existe. O
ânimo que já foi sufocado pelas dificuldades.
Mas para mudarmos as nossas palavras, é necessário que
permitamos primeiro a mudança de nosso coração, pois a boca diz daquilo que no
coração está cheio (ver Mateus 12:34).
Que nossas palavras, ao invés de serem somente de
lamentações, possam ser como as de Jó que mesmo em meio à adversidade
pronunciou: “Eu sei que o meu Redentor
vive” (Jó 19:25).
Mas por que as palavras são tão importantes para a nossa
vida?
Mateus 12:37
nos responde: “Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas suas
palavras serás condenado”.
Em 21 de janeiro de 1986, um
acontecimento terrível abalou o Brasil e todos os noticiários passaram a
comentar.
Por volta das 13:00 horas, na
maternidade Santa Lucia do Distrito Federal, um bebê foi sequestrado.
Uma mulher que se identificou
como funcionária, disse à mãe do bebê que era necessário levar o recém-nascido
para fazer exames de rotina.
Essa mulher que não podia ter
filhos registrou o bebê e o criou como filho.
Com base nos retratos falados da
sequestradora, diversas mulheres suspeitas foram interrogadas.
A polícia investigou 12 crianças,
mas nenhuma delas era Pedrinho.
A família adotiva passou a
chamá-lo de Junior.
16 anos se passaram e, em outubro
de 2002, uma pessoa próxima à família adotiva, ouve comentários suspeitos sobre
a verdadeira filiação de Junior e procura no site de crianças desaparecidas na
Internet.
Depois de ver a semelhança entre
Pedrinho e o Sr. Jairo Tapajós (o pai biológico) que colocou na Internet uma
foto de quando tinha 10 anos, a denúncia anônima é feita ao SOS Criança de
Brasília.
Homens da Polícia Federal filmam
e fotografam Pedrinho na cidade de Goiânia e constatam a semelhança do
adolescente com a família biológica.
Finalmente, no dia 7 de novembro
de 2002, Pedrinho é convencido a fazer um exame de DNA, o resultado sai no dia
seguinte e confirma que Junior é na realidade Pedrinho, e a sua verdadeira
identidade é declarada.
Agora Pedrinho tinha que escolher
se moraria ou não com seus pais verdadeiros.
Qual seria a sua reação se
soubesse que um de seus filhos foi sequestrado?
Ou se de repente você descobrisse
que seus pais não são seus pais verdadeiros, por que ao nascer você foi um bebê
roubado na maternidade?
A verdade é que você também foi
sequestrado!
Deus, após ter planejado seus
filhos e haver criado toda a Terra para o homem, viu seu filho Adão sendo
roubado pelas mãos de Satanás!
Jesus não se contentou e se
ofereceu para ser o nosso resgatador!
Ele pagou o preço do resgate com
o seu próprio sangue!
“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para
servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10:45).
Pedrinho aceitou seus pais
verdadeiros e puderam tirar o atraso dos anos de distância. Finalmente depois
de tantos anos seus pais podem vê-lo, abraçá-lo e estar com ele.
Pedrinho aceitou seus pais...
Mas a sua história com o Pai de
Amor ainda não terminou.
Não sei se você notou a sutileza
do verso mencionado: “...para servir e
dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10:45).
“Muitos” não quer dizer “todos”.
Será que Jesus não deu seu sangue
por todas as pessoas?
O problema não está no sacrifício
que Jesus fez, o problema é que mesmo ele tendo pago o preço do resgate, muitos
não aceitam esta oferta!
Vivem deixando pra depois,
colocam defeito em tudo, continuam se arrastando e tendo um enorme vazio dentro
de si mesmos.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito
para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João
3:16).
Vida eterna é para todo o que crê
em Jesus!
Jesus quer tirar você dos braços
do sequestrador!
Quer abraçá-lo, conversar com
você e tirar o atraso de anos esperando por você!
O francês Blaise Pascal cunhou a notável
frase: “O coração tem razões que a própria vida desconhece”.
Há um dito popular que diz:
“coração de gente é terra que ninguém vai”.
O profeta Jeremias também disse:
“Enganoso é o coração mais que todas as
coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá” (Jeremias 17:9).
A história do profeta Jonas traz
algumas nuances interessantes.
Segundo o profeta Naum, Nínive
era uma “sanguinária, cheia de mentiras e roubo” (Naum 3:1).
Este profeta ainda a comparou a
um “leão cruel e rapinante” (Naum 2:11-13).
Jonas foi chamado para pregar em
prol da salvação dos ninivitas.
A história conta que Jonas
relutou, foi em direção oposta, foi tragado por um grande peixe e acabou
atendendo ao chamado de Deus.
Jonas pregou e o povo com fama de
sanguinário se converteu.
Desde o seu rei até aos animais
deram testemunho público de suas conversões (Jonas 3:5-10).
A mensagem de Jonas era que: “dentro
de quarenta dias, Nínive será destruída” (Jonas 3:4).
A obra de Deus pela redenção dos
homens tem colocado os juízos de Deus em muitas oportunidades como
condicionais.
Nínive entendeu a mensagem e a
maldade foi dissolvida pela graça.
Deus tinha alcançado seu
propósito.
Jonas estaria então feliz pelos
frutos? O pior é que não estava!
Jonas ficou chateado pela
possibilidade de ser visto como falso profeta (ver Profetas e Reis, pág. 271).
Qualquer evangelista se sente
emocionado ao ver pessoas aos pés de Cristo através de seu trabalho.
Mas este profeta, segundo a
Bíblia (Jonas 4:3), preferiu morrer a presenciar a conversão daquele povo – mais
de 120 mil pessoas.
Deus foi bondoso e o povo de
Nínive se humilhou – até seus animais.
Jonas estava sendo incoerente.
Deus tinha sido misericordioso
com ele e, agora, não poderia ser com os ninivitas?
O próprio Jonas reconheceu a
misericórdia de Deus em sua oração nas entranhas daquele peixe (ver Jonas 2:8).
Deus então pergunta: “É razoável esta tua ira?” (Jonas 4:4).
Deus desejava que Jonas
reconsiderasse o seu descontentamento.
Sabemos que a natureza é o
segundo livro de Deus e o mesmo deixou que a mesma ensinasse a Jonas a lição.
Jonas deixou a cidade de Nínive,
construiu por suas mãos um abrigo e ali repousou.
O abrigo de Jonas era vulnerável.
O sol consumia-lhe o conforto.
Nossas próprias provisões são
vulneráveis, aí vem o sol da dificuldade, da provação e só aí descobriremos que
as obras de nossas próprias mãos são insuficientes e limitadas.
Então “o Senhor fez nascer uma planta” (Jonas 4:6). Alguns comentaristas
acreditam que era um pé de abóbora.
Aquela planta visaria dar o
suporte à vulnerabilidade do abrigo de Jonas, mas a lição estaria ainda por
vir.
Deus miraculosamente fez a planta
crescer.
Jonas não a havia plantado, mas a
planta estava lá.
Seu objetivo era diminuir o seu
pesar com o frescor da sombra e Jonas ficou feliz.
Ficamos felizes quando as coisas
acontecem para o nosso próprio benefício.
Mas no outro dia veio um verme (lagarta)
que atacou a planta e a mesma morreu (Jonas 4:7). Ainda veio um vento quente
que aflorou em Jonas novamente o desejo de morrer (Jonas 4:8). Convenhamos,
querer morrer por um pé de abóbora!
À sombra da planta que ele não
tinha plantado e que representa a graça de Jesus, Jonas estava deleitoso e
feliz.
A mesma ideia ele não tinha
quando o assunto era a “graça” aos ninivitas.
O verme, que representa o pecado,
feriu a planta e a secou – abstendo a graça.
Os pecados dos ninivitas,
trouxeram-lhes juízos de morte, separando-lhes de Deus – a Graça.
Vejamos que as histórias de
Nínive e da planta eram a mesma.
A diferença é que Jonas pensava
diferente a respeito de cada uma, embora tivesse a mesma reação – o desejo de
morrer.
Deus traz a mesma pergunta,
outrora feita no primeiro “chilique”.
Deus inteligentemente volta a
perguntar: “É razoável esta tua ira?”
(Jonas 4:9).
Em outras palavras, Deus queria
saber se fazia sentido ele ficar zangado com a morte de uma planta que não
tinha plantado e que teve um fim esperado.
Qualquer resposta o condenaria.
Se a resposta fosse não (a que
deveria ter sido) ele estaria admitindo que não lhe cabia estar envolvendo com
assuntos da esfera de quem tinha plantado a planta e que Deus dá os juízos que
deseja às suas criaturas.
Se a resposta fosse sim (a que
foi) ele estaria admitindo que Deus poderia também fazer o que bem entendesse
com Nínive, pois esta cidade estava no coração de Deus e valia muito mais que
uma planta. Assim como a existência da planta era motivo da preocupação de
Jonas, Deus também se preocupava com Nínive.
O amor de Deus é imenso pela
humanidade a ponto de dar o seu próprio filho.
Não podemos cair na armadilha de
sermos exclusivistas, egocêntricos e desfocados.
Jonas só sentiu o pesar da
destruição quando foi envolvido o seu interesse.
Nossos interesses não são maiores
que o de Deus.
Nossas razões são um grão de areia
no oceano da graça da salvação.
Temos acumulado tanto lixo em
nossa alma: angústias, decepções, ressentimentos, picuinhas.
Esse "lixo da alma" é
composto de amarguras acumuladas, emoções distorcidas, raciocínios equivocados,
conclusões apressadas, sentimento de culpa, complexo de inferioridade, desejos
inconfessos e pequenas negligências.
Se temos acumulado estas coisas,
estamos em perigo.
O lixo na alma prejudica a nós
mesmos, prejudica as pessoas com quem relacionamos e prejudica nosso
relacionamento com Deus.
Se não tivermos em nosso coração
espaço para a compaixão e misericórdia, jamais seremos testemunhas verdadeiras
e poderosas.
Se Deus nos tratasse da mesma
maneira como estamos tratando o nosso próximo estaríamos perdidos.
Eu quero repetir as palavras de Baptist
Herald: "Olhemos para dentro de nós com contrição. Olhemos ao nosso redor
com compaixão. Olhemos para trás com gratidão. Olhemos para a frente com
esperança. Olhemos para cima com louvor."
Não coloquemos a frente de nossa
vida espiritual as nossas razões, os nossos interesses, o nosso coração.
Mas a melhor notícia é a que lhe
darei: é este mesmo coração corrupto e enganoso que Deus deseja neste momento.
Ele sabe que nosso coração,
embora corrupto e enganoso, procedem as fontes da vida (ver Provérbios 4:23).
Ele te diz agora: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus
olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23:26).