10 de março de 2014

Vendo o Invisível

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”. (2 Coríntios 4:16-18).


Você já se sentiu triste por olhar no espelho e ver que os anos não foram generosos contigo?
Após um dia de labor, o cansaço, as dores e os calos são mais visíveis que o antigo garbo?
Tens sentido o desânimo pelas dificuldades que a vida te proporciona?
Você não precisa ficar triste e desanimado!
Quando atingimos uma certa idade as marcas do tempo ficam mais visíveis em nosso corpo.
Um pé de galinha aqui, uma gordurinha acolá – coisas que infelizmente vem com o tempo e que dão um golpe em nossa autoestima.
Deus não olha para as suas rugas e o seu corpo desgastado.
Embora o uso e o estado de nosso corpo, templo do Espírito Santo, estejam plenamente ligados à nossa espiritualidade, Deus se concentra no interior do ser humano.
A nossa vida e saúde espiritual tem um caráter prioritário diante de Deus.
Você pode até se perguntar: se Deus valoriza o espírito, o que fazer com as dores e com o sofrimento?
Deus sempre faz o que é melhor para nós, mesmo que na maioria das vezes não entendamos.
Paulo disse que nosso sofrimento aqui é leve e passageiro.
Leve porque toda a sua dor é mínima em vista do que Jesus sofreu por você. E você não está sofrendo uma dor por Jesus!
Muitas vezes, as dores que sentimos são frutos de nossas próprias escolhas.
Portanto, tudo o que passarmos de aflição, pode ser considerado leve.
Passageiro porque o tempo que estivermos neste mundo com dores e sofrimentos será rápido diante da eternidade sem sofrimento que nos aguarda no porvir.
O próprio Paulo que inspiradamente nos escreveu estes versos, sofria de um problema físico que muito o incomodava.
Paulo cobrou de Deus uma solução por três vezes e o mesmo lhe disse: “Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza... Porque quando sou fraco é então que eu sou forte” (2 Coríntios 12:9 e 10).
Posso garantir que muitos de nós hoje, ainda estamos buscando a Deus por causa destes espinhos em nossa carne.
O ser humano quando tem fama, dinheiro e saúde facilmente se esquece de Deus.
E são justamente as tribulações que nos aproximam de Deus.
Paulo disse em nosso texto que todas estas aflições e sofrimentos produzem em nossa vida “glória enorme e eterna”.
A mensagem aqui é: o seu sofrimento lhe trará recompensas.
O cristão deveria agradecer pelos sofrimentos e não murmurar contra Deus, pois quanto maior for o nosso sofrimento e a prova, maior o nosso valor e o nosso galardão.
Mas como conseguiremos passar por provas sem murmurar e ainda poder agradecer por elas?
Será que é fácil ver do mesmo prisma que Paulo viu?
Por nós mesmos, impossível!
Como a maioria do mundo, estamos dispostos a prestar atenção somente naquilo que podemos ver.
Casa, carro, dinheiro, bens, móveis, etc.
Mas é possível enxergar o que não se pode ver?
O que não podemos enxergar?
Deus, o céu, os anjos, o amor.
Somente enxergaremos estas coisas se tivermos os olhos da fé – elemento básico para agradarmos a Deus (ver Hebreus 11:6).
Não é preciso ter fé para enxergar as coisas deste mundo, mas para enxergar as coisas espirituais e que são invisíveis você necessitará de muita fé.
A fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus (ver Romanos 10:17).
Se não nos propusermos a ter esta intimidade com Deus através da Bíblia continuaremos vivendo como pessoas sofredoras e que prestam atenção somente naquilo que se pode ver.
Paulo concluiu que as coisas que se podem ver duram muito pouco, enquanto que as invisíveis são eternas.
Que Deus possa lhe abençoar para que seus olhos da fé possam a partir de agora enxergar o invisível.

7 de março de 2014

Conte Sua História

A Bíblia conta a história de um homem que desde o nascimento não podia andar (Atos 3:1-10).
Aquele homem vivia rastejando como uma serpente.
Eram quarenta anos de sofrimento, sem um lar, sem posses e rejeitado pela sociedade.
Aquele homem decidiu pedir esmolas na porta de uma igreja e sua escolha foi muito inteligente.
Ele não escolheu um lugar onde as pessoas se apresentam insensíveis ou centradas em seu egocentrismo, onde é muito fácil dar uma desculpa.
Ele escolheu a porta de uma igreja!
Na porta de uma igreja é diferente.
As pessoas “teoricamente” vão buscar a Deus.
Não podem apresentarem-se avarentas, apressadas, preocupadas consigo mesmas.
Na igreja as pessoas aprendem a amar o próximo como a si mesmas.
Conta o relato bíblico que Pedro e João tinham o costume de ir à igreja e foram abordados pelo pedinte.
Então Pedro, olhando profundamente para aquele homem com sinceridade, disse-lhe: “Olha para nós...” (Atos 3:4).
a)      Tire os olhos de seus problemas e olhe para cima.
Há pessoas que se centralizam em suas dificuldades e esquecem de olhar para o alto (Colossenses 3:1 e 2; Tiago 1:17). Pedro conhecia a principal necessidade daquele homem, assim como Deus conhece nosso sofrimento.
b)      Quem expressa olhando nos olhos é sincero.
Desconfie da sinceridade de quem não consegue falar olhando em seus olhos. O mundo está cheio de pessoas prometendo esperança, mas que não passa de engodo (Marcos 13:5; Efésios 5:6).
c)      Embora líderes da igreja, Pedro e João eram pessoas de poucos recursos financeiros.
Aquele homem esperava receber alguma esmola.
O mundo espera receber algo de nós.
Pedro expressou sua pobreza: “Não possuo nem prata, nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda!” (Atos 3:6).
Ao ouvir esta expressão de pobreza, o semblante do coxo decaiu, mas quando ouviu o restante das palavras sua esperança foi renovada.
Quando vamos ao lugar certo, a fim de buscarmos provimento para as nossas necessidades, podemos receber provisões maiores do que esperamos.
Aquele homem acreditou que andar era mais importante que a esmola desejada.
Aquele homem acreditou que podia ir mais adiante em seus planos.
Aquele homem acreditou que sua felicidade e vida poderiam ser restauradas.
Aquele homem poderia sair dali sem a cura se escolhesse não acreditar no poder do nome de Jesus.
Muitos são os que sentem um vazio na alma e estão estendendo a mão.
Não será uma moeda ou fartos recursos que preencherão os seus anseios.
Só Jesus pode preencher o vazio de nossa alma.
A história deste homem poderia ser uma história comum e infeliz entre tantas que hoje existem.
Mas ele acreditou que sua história poderia ter uma página feliz e emocionante para ser contada ao mundo.
Se você constantemente buscar o algo mais que Jesus está a lhe oferecer, sua vida será um livro aberto ao mundo com páginas de uma maravilhosa história.
O mundo quer ouvir a sua história.
Nós somos cartas vivas ao mundo, conhecidas e lidas por todos os homens (2 Coríntios 3:2), escritas pelo sangue de Jesus.
Pedro tomou aquele homem pela mão direita (ver Atos 3:7).
Nesta história, Pedro é a representação de Jesus.
Ele nos toma pela mão direita e nos ajuda.
“Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo” (Isaías 41:13)
Se você acreditar em Jesus, Ele pode tomá-lo por sua mão.
Mãos trêmulas e pés vacilantes, mas que juntas às mãos e aos pés feridos de Jesus é a junção que faz toda a diferença.
O texto diz que “de um salto se pôs em pé” (Atos 3:8).
É preciso ter fé para agir assim!
Aquele homem ficou de pé e escolheu entrar no templo, louvar a Deus e contar a sua história.
O texto ainda diz que o povo o viu andar e louvar a Deus, reconhecendo ser ele o mesmo coxo que esmolava, enchendo-se de admiração (Atos 3:9 e 10).

O mundo espera ouvir a nossa história.
O pecado não nos deixa em condições melhores que aquele homem.
Mas Jesus quer nos restaurar hoje e nos dar a chance de contarmos ao mundo uma história de transformação.
Jesus quer ser o capítulo mais importante de nossa vida, mas é preciso contar às pessoas.

Você é uma carta viva ao mundo!

25 de fevereiro de 2014

Tirai a Pedra

Enquanto viveu neste mundo, Jesus sempre procurou cativar amizades.
A doença um dia alcançou repentinamente alguém que estava no terno coração de Jesus: Lázaro.
Ainda que soframos, Jesus nunca deixou de nos amar!
Jesus é nosso amigo e se sensibiliza com todo o nosso sofrimento.
Mas quando Jesus recebeu a notícia da enfermidade de seu amigo Lázaro, este demorou ainda dois dias onde estava (João 11:6).
Deus age muitas vezes de maneira não convencional e incompreensiva.
E isto não significa que Ele esteja errado.
Não nos cabe questionar ou indicar o caminho para Deus.
Deus não está preso ao nosso tempo, pois Ele é eterno.
Deus não está preso à nossa vontade, pois Ele é soberano.
Deus não está preso às nossas soluções, pois Ele é onisciente.
Deus poderia abençoar-nos imensamente mais se permitíssemos que sua vontade operasse em nós sem os nossos questionamentos.
Deus sabe de todas as coisas e, por isso, certamente saberá o que é o melhor, mesmo que nos pareça estranho.
Temos muitas vezes em nossas orações um espírito imediatista, mas lembre-se que Deus é o Senhor do tempo e Ele sempre saberá o momento certo de agir.
Esperar no Senhor permite-nos alcançar alturas que nunca galgamos ou imaginamos.
Quando Jesus chegou à Betânia, Lázaro já estava sepultado havia quatro dias (João 11:17).
Nunca seja impaciente com Deus, mas reconheça seu poder.
Não faça previsão por Deus, seu poder está além de nossa imaginação.
Em Cristo há vida original, não derivada.
Jesus afirmou ser a ressurreição e a vida (João 11:25).
O limitado desejo humano frente ao poder inextinguível do nosso Senhor traz resultados extraordinários.
Marta e Maria queriam uma cura, mas Jesus queria dar uma nova vida.
Sem Cristo não temos vida, apenas respiramos.
Vida plena só temos em Jesus.
Jesus quer restaurar a nossa vida, não importa o estado em que ela esteja.
Para muitos, a vida já se decompôs, para outros, está em estado crítico.
Mas Jesus não quer somente te curar, mas dar-lhe uma nova vida.
Muitos sepulcros daquela época eram como uma caverna de abertura vedada por uma grande pedra.
Jesus então ordenou aos presentes: “Tirai a pedra” (João 11:39) referindo-se a pedra que vedava o sepulcro.
Você acredita no que Deus pode fazer por sua vida?
Hoje, como nunca, Deus quer lhe dar o seu poder e uma nova vida.
Por que Jesus pediu que tirassem a pedra? Não teria Ele poder para isto?
Mesmo que o poder esteja bem pertinho de nós, existe uma parte que nos cabe fazer.
Jesus jamais fará o que estiver ao nosso alcance.
Ao ser requerida a nossa parte, talvez exporemos nossos questionamentos.
Os nossos questionamentos são limitados, mas as razões pertencem a Deus.
Ele é o Deus da razão e cabe a nós termos apenas fé.
Fé em seu poder, fé em sua Palavra, fé em seu amor...
É necessário hoje exercermos a fé e tirarmos a pedra da porta de nosso coração.
E isto é uma atitude individual.
O fim da história: Lázaro foi convidado a sair para fora (João 11:43).
Muitos ali creram em Jesus, outros preferiram juntar-se aos fariseus.
O poder de Deus nos proporciona duas escolhas: crer nele ou ser indiferente.
Tenha fé de que Jesus é a vida.
Tenha fé de que ele ressuscita cadáveres espirituais.

Tire a pedra de seu coração e receba a nova vida, uma vida plena em Jesus.

18 de fevereiro de 2014

Cinco Mentiras Que o Pecado Me Conta

MENTIRA 1: Este é um pecado tão pequeno, insignificante! Não é realmente grande coisa aos olhos de Deus.

VERDADE: Todo pecado é uma terrível ofensa a Deus. O pecado é a soma de todos os males, o oposto de tudo que é bom, santo e belo. Até mesmo o menor dos meus pecados exigiu a morte do Filho de Deus. Não existe isso de pecadinho. Todo pecado é uma traição cósmica.

MENTIRA 2: Eu vou ceder ao pecado desta vez, aí acaba. Eu só preciso tirá-lo do meu sistema.

VERDADE: Toda vez que caio em um pecado torna-se mais difícil quebrar o poder desse pecado. O pecado tem uma maneira de afundar seus ganchos farpados profundamente em meu coração. Eu não posso simplesmente pecar e depois me afastar ileso. Quanto mais eu ceder ao pecado, mais enredado eu fico. O pecado sempre deixa cicatrizes.

MENTIRA 3: Este pecado é parte de quem eu sou. Eu sempre luto contra isso e eu sempre vou pecar dessa forma.

VERDADE: O pecado não define a minha identidade! Eu sou uma nova criatura em Cristo. Cristo me libertou do poder escravizador do pecado. Eu definitivamente não tenho que obedecer às paixões pecaminosas que surgem em mim. Talvez eu tenha que lutar contra isso para sempre, mas o meu passado não define o meu futuro.

MENTIRA 4: Eu preciso cair nesse pecado para ser feliz.

VERDADE: O pecado nunca fornece a verdadeira felicidade. Ele promete doçura, mas em ultima instância oferece uma carga de destruição, insatisfação, relacionamentos arruinados e dureza de coração.

MENTIRA 5: Deus quer que eu seja feliz, por isso está tudo bem cair em pecado.

VERDADE: Deus quer mesmo que eu seja feliz. No entanto, a minha felicidade só crescerá tão alto quanto a minha santidade. O pecado, por fim, corrói e destrói a verdadeira santidade e verdadeira felicidade.

Stephen Altrogge

10 de fevereiro de 2014

Ele Nunca Dorme

O trabalho nos faz bem, mas também nos cansa.
A Bíblia sempre nos deixou claro a respeito da humanidade de Jesus.
E a exemplo de nós, Jesus um dia também se cansou.
Numa viagem, é natural que durmamos e assim Jesus também o fez.
Jesus olhou com calma para o tempo e tudo estava bem, então acomodou seu travesseiro na popa do barco e adormeceu.
A meteorologia não previa mudança de tempo, mas o tempo mudou.
Ventos fortíssimos violentavam o barco conduzido pelos discípulos e uma forte tempestade ameaçava tragar aquela embarcação.
Os discípulos eram hábeis e experientes pescadores, mas o esforço e a experiência foram inúteis naquela hora para deter a tormenta.
Eles havia esquecido o principal: Jesus estava no barco.
Às vezes, em nossas frustrações, nos esquecemos de que Jesus está no barco de nossa vida ou queremos atribuir a desculpa de que Ele está dormindo.
Jesus não está dormindo!
Ele não quer ser esquecido!
Ele não quer ser lembrado somente quando você tentou de tudo e não deu certo.
Ele quer ser participante tanto de nossas alegrias como também das tormentas de nossa vida.
Depois de muito tempo, com a morte batendo no barco, os discípulos resolveram clamar: “Mestre, não te importa que pereçamos!” (Marcos 4:38).
Jesus nunca desampara, mesmo que seja um ignorante que na hora da morte clama com sinceridade por Seu nome.
Jesus nunca será indiferente aos nossos clamores.
E como Jesus nunca deixa de ouvir o clamor de um coração sincero, Ele ergueu Suas mãos e ordenou ao mar: “Acalma-te e emudece” (Marcos 4:39).
A Bíblia relata que tudo se fez bonança.
Jesus não está dormindo!
Jesus ouve a sua voz se O clamar e transforma a tormenta em bonança.
Seu clamor nunca será em vão.
Todas as experiências de nossa vida, inclusive as tormentas, são válidas para o nosso crescimento.
Jesus quer nos ensinar uma lição: APRENDA A TER FÉ!
Jesus perguntou aos discípulos: “Porque sois tão tímidos? Como é que não tendes fé?” (Marcos 4:40).
Os discípulos se calaram diante dessa pergunta cortante.
Esta pergunta nos é feita hoje também.
Em nossa jornada espiritual o eu precisa ser derrotado para dar lugar à fé.

Fé de que Jesus está no barco de nossa vida, acordado como nunca!