3 de agosto de 2024

Reavivados para a segunda vinda de Cristo

Reavivamento e santificação são temas essenciais na vida cristã.
Se cremos na iminente volta de Cristo, necessitamos de um reavivamento espiritual para a preparação adequada para esse grandioso evento.

O Que é Reavivamento
Reavivamento é um despertamento espiritual, uma renovação do fervor e do compromisso com Deus, uma restauração do relacionamento íntimo com Cristo.
É um retorno ao primeiro amor e à aplicação do “assim diz o Senhor” na vida cotidiana.
Reavivamento é “uma renovação das bênçãos de Deus, uma receptividade mais profunda de Sua verdade e uma consciência mais clara de Sua vontade” (O Grande Conflito, p. 469).

A Necessidade do Reavivamento
Precisamos do reavivamento porque vivemos o momento mais crítico da história.
A maldade e a corrupção estão se intensificando.
A fé está em declínio, o amor está esfriando e o pecado cada vez mais audacioso.
As forças das trevas exercem uma influência intensa na sociedade, algo profetizado pelo profeta Isaías: “as trevas cobrem a terra, e a escuridão envolve os povos” (Is 60:2).
Quando vemos a condição humana e do mundo em que vivemos, percebemos quão necessário se faz o reavivamento espiritual de cada crente.
Vivemos em um mundo frio... Pior ainda, vivemos em igrejas frias.
Na carta à igreja de Sardes, Jesus declara dramaticamente: “Conheço as obras que você realiza, que você tem fama de estar vivo, mas está morto” (Ap 3:1).
Parafraseando: “As pessoas olham pra você e ficam impressionadas. Queriam ser o que você aparenta ser, mas eu conheço as tuas obras. Mais que isso, Eu sei como você é por dentro. Você não me engana. Eu sei o que está por trás da máscara. Você é como um corpo sem vida. A vitalidade que aparenta ter é apenas superficial. Você é só uma casca!”
Deus prefere um defunto de verdade do que um enganador usando máscara de convertido.
Precisamos de um reavivamento para que a nossa experiência cristã seja genuína.
Precisamos do reavivamento porque a nossa missão ainda não está completa.
A pregação do evangelho é o último sinal a ser cumprido para que Jesus volte (Mt 24:14).
O reavivamento é essencial para a missão de proclamar a mensagem do advento ao mundo.
Precisamos apresentar “as Três Mensagens Angélicas” à humanidade.
Necessitamos estar prontos para o aparecimento de nosso Salvador.
O Espírito Santo nos capacita a ser testemunhas eficazes do evangelho e a compartilhar o amor de Cristo com a humanidade, ao passo que nos preparamos para a volta de Jesus (At 1:8).

A Natureza do Reavivamento
O reavivamento não é um movimento emocional temporário, mas um processo contínuo de crescimento espiritual e transformação.
Esse despertamento tem raízes no arrependimento sincero que gera uma profunda reflexão sobre o próprio pecado, uma confissão genuína e um desejo de transformação interior.
É uma obra do Espírito Santo no coração do crente à medida que este ora, estuda a Bíblia e se entrega completamente a Deus.
Embora seja uma experiência pessoal, o reavivamento também impacta a vida da igreja, uma vez que valorizaremos mais a comunhão da igreja e seus cultos de adoração e estudo da Bíblia.
A igreja é um corpo unido em Cristo que se transforma quando os crentes congregam em busca da presença e orientação divinas.

O Reavivamento Conduz à Santificação
O reavivamento produz a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus (Hb 12:14).
Santificar-se significa consagrar-se, colocar-se à parte.
A santificação é uma experiência pessoal, mas também coletiva.
Quando o povo de Israel estava nos limites da Terra Prometida, a ordem de Deus era para que sacerdotes, levitas, homens, mulheres e crianças se santificassem (Js 3:5).
Todos deveriam buscar a consagração como seu maior tesouro.
Devemos ansiar por Deus mais que Suas bênçãos e a semelhança com Cristo mais que o sucesso.
Deus não necessariamente escolhe os talentos grandiosos, mas os vasos limpos.
Precisamos da santificação para sermos usados como instrumentos do Senhor.
Santificação também não diz respeito a práticas específicas, mas é a disposição do coração em ser humilde e pequeno diante de Deus, ciente da fraqueza e confiante na bondade e poder do Pai.
A vitória de Israel sobre os inimigos não decorria de seus esforços, mas da intervenção divina.
Ao povo cabia somente a santificação do Seu povo como etapa preliminar.
É a consagração que pavimenta o caminho para os milagres do Céu.
Para vermos as poderosas manifestações de Deus, devemos buscar a santificação da vida hoje.
Não podemos adiar, embora a santificação seja um processo que se estende por toda a nossa vida terrena, ela precisa começar agora.
Hoje é o dia de nos consagrarmos a Deus.
Hoje é o tempo de colocar tudo sobre o altar e voltarmos para o Senhor de todo o nosso coração.
Devemos entregar fielmente ao Senhor nosso tempo, corpo, talentos e recursos financeiros, para que o propósito celestial se concretize em nossa vida.
Deus não tem netos, por isso santidade não se herda, nem existem atalhos que nos levem a ela.
Alguém disse que devemos estar tão envolvidos com o Céu a ponto de sermos totalmente inúteis na terra e este é um desafio que a presente geração raramente encara.
A verdade nua e crua é que corremos o risco de estar tão envolvidos com a terra que não tenhamos nenhuma utilidade para o Reino Celestial.
Como afirmou A. Tozer: “santos sem santidade são a tragédia do cristianismo”.
Temos igrejas mais preocupadas com ar-condicionado do que se condicionar para a eternidade.
Se fôssemos ineficientes no cuidado de nossos interesses materiais como o somos nas questões espirituais, estaríamos mendigando.

A Santificação é Resultado da Salvação
A boa notícia é que a santidade é consequência natural de nosso relacionamento com o Senhor.
Não progredimos rumo à santidade, mas sim crescemos em santidade.
A mulher adúltera primeiro encontrou Jesus e então a sua vida foi transformada (Jo 8:11).
Zaqueu primeiro se aproximou de Jesus e, consequentemente, sua vida foi alterada (Lc 19:8 e 9).
A samaritana primeiro foi acolhida por Cristo e depois sua vida sofreu uma reviravolta (Jo 4:39).
A vida com Cristo resulta no contínuo crescimento de nossa fé.
Aqueles que abraçam firmemente o propósito de consagrar sua vida a Deus, permanecendo em Sua presença, dedicando-se à oração fervorosa, meditando diariamente em Sua Palavra, renunciando ao pecado e se empenhando na missão, perceberão que Deus não apenas estabelece nossos limites, mas também nos liberta de nossas limitações.

Conclusão
Reavivamento e santificação são elementos fundamentais no preparo para a volta de Jesus.
São um chamado à busca intensa por Deus, uma volta à adoração genuína e uma renovação do compromisso com Cristo.
Ofereça sua vida como um sacrifício vivo diante de Deus, buscando diariamente a renovação e a transformação que só Ele pode proporcionar.
Assim poderemos verdadeiramente estar prontos para o retorno de Jesus e representá-Lo adequadamente ao mundo.



3 de junho de 2019

Superando Fracassos

Talvez você nunca ouviu falar de Jefté.
Jefté era filho de Gileade, homem influente, que mais tarde emprestaria o seu nome àquela cidade.
Gileade tinha uma família com esposa e filhos, tinha posses e propriedades.
Naquela época era comum ter muitos filhos, portanto Jefté tinha muitos irmãos.
Mas algo marcava negativamente a vida de Jefté.
Sua mãe não era a mesma de seus irmãos, seu nascimento foi fruto da infidelidade de seu pai.
E, para piorar, sua mãe era uma prostituta.
Gileade, embora infiel em sua atitude, reconhece que o filho não pode ser vítima de seu erro, então decide obter a guarda deste filho.
Jefté então passa a ser criado por seu pai, mas algo não parece normal.

O Cotidiano de Jefté

Seus irmãos parecem não dar importância para Jefté. Este passa a conviver com as piadinhas, gracejos e rejeição de seus irmãos.
Jefté, por ser minoria, também é explorado por seus irmãos.
É neste ambiente sufocante que Jefté passa a sua infância e adolescência. Imagine os traumas a palpitarem em sua mente por uma origem que o mesmo não escolhera para si.
A falta de apoio familiar, uma origem vergonhosa – Jefté era um suicida em potencial.
Para piorar ainda, chega o dia da morte de seu pai.
A herança precisa ser dividida, quem sabe agora Jefté pode ter um futuro melhor.
Mas não é isto que acontece. Jefté não recebe nada daquilo que tem direito e ainda é expulso de casa, sob a justificativa de ser filho de outra mulher (verso 2).
Filho de prostituta, sem pai, rejeitado pelos irmãos, cheio de traumas, desprovido de seus direitos legais.
Muitos, quem sabe, se sentem tão desprovidos neste mundo, querem dar fim às suas vidas, por menos do que este homem viveu e sentiu.

Jefté em Tobe

Ao invés de dar fim à vida, Jefté foi para a cidade de Tobe, cerca de 80 km de Gileade.
Como não bastasse, lá encontrou Jefté más companhias, homens desocupados, preocupados apenas em assuntos de guerras.
Com um passado não honroso, com um presente desmotivador, o que esperar do futuro de alguém assim.
Sem Deus o nosso futuro não tem perspectiva.
Quem sabe não temos tantos atributos negativos como teve Jefté, mas sem Deus não podemos sonhar tantas maravilhas.

O Cotidiano de Israel

Mudemos um pouco o foco de nossa história.
Gileade era uma cidade integrante de Israel.
Israel, há quase 20 anos, vinha amargando uma triste história de idolatria.
Muitos acham que Deus vira as costas, mas somos nós que o ignoramos.
Os líderes eram homens escolhidos sob o crivo de Deus.
Mas uma vez o povo O ignorava, já não era necessário líder e o povo se afundava mais e mais em seus pecados, em sua adoração à Baal.
Baal era o deus da imoralidade. Era o deus da fertilidade e Israel era uma sociedade agrícola. Quase todos adoravam – estava na moda. Era a garantia de bem-estar, segurança financeira e social. Podia ser influenciado. E a adoração podia ser repartida com outros deuses.
Afundar no pecado traz marcas terríveis.
O pecado nos deixa vulneráveis.
Sem líder, sem base espiritual, sem o poder de Deus, o povo de Israel passou a ser presa fácil à subserviência dos amonitas.
Temos um Deus que não permanece calado por muito tempo.
O Espírito de Deus trabalhou no coração dos anciãos de Gileade a fim de que resgatassem a necessidade de terem um líder.
Seria a única maneira de erguer um estandarte contra a idolatria, os pecados e opressão dos amonitas.
E é justamente neste ponto que os relatos se fundem.

O Encontro

Os anciãos foram tocados que este líder deveria ser Jefté.
Sua fama de batalhador e vencedor transcorria a região.
Eis que foram à procura de Jefté.
Acredito que o traumatizado Jefté deva ter se assustado com a presença daqueles homens.
Será que vinha mais opressão?
Mas para a sua surpresa, era um solene convite: “Venha ser nosso chefe” (verso 6).
Acho que Jefté deva ter pedido para repetir a fala, pois o mesmo não estava entendendo nada.
Ao recebermos convites desta natureza, geralmente agradecemos e expressamos o lisonjeio, mesmo que não venhamos aceitar.
Mas após repetirem aquelas palavras, Jefté derramou toda a carga negativa que o entalava.
Desabafou: “vocês me traumatizaram, acabaram com minha auto-estima, me rejeitaram, me despojaram e me expulsaram. Hoje não tenho pátria, sobrenome, história. Agora que sou bem sucedido, vencedor e que vocês estão em aperto é que querem que eu seja líder. Ou é por interesse, ou isso deve ser uma armação para que eu venha até morrer!”
O convite foi mais uma vez estendido, um convite emoldurado de reconhecimento, quebrantamento, de sinceridade, de reparação.
“É por seu sucesso que queremos você, nós erramos, te prejudicamos e queremos o seu perdão”.
Não importa o tamanho da atrocidade que cometemos, temos que reconhecer e pedir perdão.
Jefté, traído no passado, sem querer ainda acreditar, pergunta se é mesmo o que ele havia entendido.
Os anciãos então juram diante de Deus pelo cumprimento daquela palavra.

Um Exemplo Para Nós

Temos aqui a história de alguém que sofreu por muito tempo, mas que permitiu o trabalho de Deus em seu coração.
Para ser um vencedor, Jefté teve que conquistar primeiramente uma vitória em seu próprio coração.
Depois, conquistar a vitória em suas atitudes. Era feliz e bem sucedido, mesmo em meio à dor, ao ressentimento.
Aquele convite não era à toa.
Mesmo vivendo na pobreza, longe de sua terra, convivendo com pessoas desleais, seu coração manteve-se inabalável nas mãos do Senhor.
Esta é a prova viva de que Deus pode suster-nos e transformar as situações de nossa vida.
Jefté não parou para lamentar a sua sorte, mas agiu a fim de transformá-la.
Quem quiser conhecer mais sobre o sucesso de Jefté, leia a continuidade do livro de Juízes, mas destacaremos as seguintes atitudes práticas:
a)      Cultivou o perdão;
b)      Desgarrou-se da mediocridade;
c)      Era corajoso;
d)     Vivia em constante preparo;
e)      Era ocupado;
f)       Nunca deixou de invocar o nome de Deus.
É por isso que Paulo não deixa de incluí-lo na grande galeria dos heróis da fé (Hebreus 11:32).

Conclusão

Deus precisa hoje de pessoas que copiem o exemplo de Jefté.
Pessoas que se libertem do poder da culpa, que tenha a autoestima elevada e cultive em seu coração um espírito perdoador.
Pessoas que mesmo em meio à dor e ao sofrimento possam buscar a Deus.

Pessoas que sejam capazes de sair do anonimato e realizar grandes proezas em nome do Senhor, nosso Deus.

11 de julho de 2016

A Palavra Preferida de Deus

“O Espírito e a noiva dizem: “Vem!” E todo aquele que ouvir diga: “Vem!” Quem tiver sede venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida” (Apocalipse 22:17).

De acordo com filólogos e gramáticos, a língua portuguesa tem aproximadamente 300 mil verbetes.
Como Deus não está limitado a regras de semântica ou gramática, em Seu infinito vocabulário, qual seria a palavra favorita dEle?
Sempre que a pronunciamos, essa palavra demonstra o interesse pelo bem-estar das pessoas, o desejo de ter sua companhia.
Nós a dirigimos a quem duvida do nosso amor e acolhimento.
É a palavra que Deus usa para aqueles que se recolhem em si mesmos com medo dEle.
Essa palavra se repete três vezes no texto de hoje.
Está apropriadamente inserida na conclusão do último livro; no último convite da Bíblia.
É a palavra “vem”.
Parece que Deus, no fim de tudo, antes de fechar o último texto e tudo o que os escritores da Bíblia tinham falado, disse a João: “Vamos abrir parênteses. Deixe-Me fazer um novo convite. Vamos dar mais uma chance para que decidam. Ainda há muitos indecisos. Deixe-Me insistir. Por isso, o Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo aquele que ouve diga: ‘Vem!’ Quem tiver sede, venha”.
Essa era a palavra que estava constantemente nos lábios de Jesus: “Venham a Mim todos os que estão cansados e sobrecarregados” (Mateus 11:28).
“Venham, benditos de Meu Pai!” (Mateus 25:34).
Mas, apesar dessa insistência, Ele diz: “Quem quiser”. Não “quem entende”, “quem pode” ou “quem é digno”. Simplesmente quem quiser.
No dia do funeral de Janete, Ted Kidd, o esposo, contou como haviam se conhecido.
Ele tinha terminado antes que ela os estudos na faculdade e trabalhava numa cidade a centenas de quilômetros dali.
Pareciam estar sempre em diferentes cidades, mesmo assim, já namoravam havia sete anos.
Em cada Dia dos Namorados, Ted propunha o noivado, mas Janete dizia: “Não, ainda não”.
Finalmente, ambos foram morar em Dallas.
Ted estava no limite de sua paciência.
Comprou um anel de noivado e convidou-a para jantar.
Estava preparado para insistir na proposta. Outro “não” significaria que ele teria que decidir viver sem ela. Depois da sobremesa seria a hora. Reuniu toda a sua coragem, mas sabendo que Janete havia levado um presente para ele, decidiu esperar.
“O que você trouxe?” Perguntou ele.
Janete colocou nas mãos dele uma pequena caixa do tamanho de um livro.
Ele abriu a caixa e desdobrou cuidadosamente o papel de seda.
Dentro havia uma peça de bordado que Janete havia feito, com uma simples inscrição: “Sim”.
Essa é a palavra que Deus anseia ouvir de cada um de nós.


4 de julho de 2016

Amorável Convite

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).

Este é, sem dúvida alguma, um dos textos mais amados da Bíblia.
E, embora já o tenhamos lido inúmeras vezes, nem sempre procuramos entender o contexto desse doce convite.
Por que Jesus disse: “ “Vinde a Mim”?
Porque era impossível alguém achar sabedoria e alívio para o espírito nos sábios daquele tempo.
O verso 25 esclarece o motivo: “Por aquele tempo,  exclamou Jesus: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos”.
Os sábios do tempo de Jesus não tinham poder nem autoridade para proporcionar um caminho de escape para as multidões que viviam sob o fardo do pecado e da ansiedade.
Jesus os descreveu da seguinte maneira: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco” (Mateus 15:14).
O mundo de hoje tem mais guias cegos do que no passado.
Até mesmo muitos que usam as Escrituras Sagradas estão nessa categoria, pelo fato de as interpretarem conforme suas conveniências pessoais.
Com toda a certeza podemos afirmar que “nem todo o que me diz Senhor, Senhor”, tem uma palavra segura para dizer aos que passam por aflições e dúvidas.
Há também uma legião de falsos mestres que nem mesmo abrem as Escrituras.
Apresentam a ciência como solução para os problemas humanos.
Mas estamos cansados de saber que, à medida que a ciência avança em suas conquistas, o ser humano mergulha mais e mais na angústia e no desespero.
Os ouvintes de Jesus estavam aflitos e oprimidos porque tinham sido desencaminhados pelos mestres daquele tempo.
Os escribas e fariseus impuseram-lhes o jugo da salvação pelas obras.
A religião havia sido reduzida a um monte de enfadonhas formalidades.
Por isso o povo estava cansado e oprimido.
Mateus 23:4 dá detalhes sobre o fardo daquele tipo de religião: “Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem move-los”.
Por essa razão, milhares e milhares de pessoas haviam perdido a esperança.
Muitos não tinham mais horizontes para a vida.
Foi nessas circunstâncias angustiantes que Jesus fez o convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei”.



27 de junho de 2016

Deus não Desiste

Pense nisto. Durante milhares de anos, usando sua esperteza e seu charme, o homem tentou ser amigo de Deus. 
E durante milhares de anos ele mais desapontou a Deus do que O alegrou. 
Fez exatamente o que prometeu nunca fazer.
Um fiasco. Mesmo os mais santos dos heróis por vezes se esqueciam de que lado estavam. 
Alguns deles vacilaram ou duvidaram em momentos importantes. 
Outros demonstraram um caráter no mínimo duvidoso.
Por que, então, Deus não desistiu de nós? Por que não deixou o globo sair dos eixos?
Em vez de sair de cena, Deus falou por meio de Seus profetas. 
Em vez de nos abandonar, Deus enviou Seu Filho para morrer por nós.
Mesmo hoje, depois que bilhões escolheram prostituir-se com fama, poder e riqueza, Ele ainda os espera.
De fato, a única coisa mais absurda que essa dádiva é nossa teimosa má vontade de recebe-la.
Hoje Deus ainda te diz: "Com amor eterno Eu te amei, por isso, com benignidade, te atraí! (Jeremias 31:3).

20 de junho de 2016

Espere no Senhor

Praticamente todos os dias temos de enfrentar situações em que é preciso esperar: é a fila que não anda, é o telefonema que não chega, é a internet que está lenta, é o semáforo que não abre…
Esperar não é, de fato, a experiência mais agradável da nossa vida, principalmente quando esperarmos por respostas às orações que fazemos a Deus quanto aos nossos anseios mais profundos e às nossas necessidades mais urgentes.
Além de orar, você pode fazer outras coisas para evitar que os períodos de espera no Senhor se transformem em momentos sombrios.
Permaneça na Palavra de Deus e continue a aprender a respeito do Senhor.
Peça que Ele lhe mostre os talentos e as aptidões concedidos e como desenvolvê-los.
Peça que lhe revele o que você precisa começar a fazer ou deixar de fazer.
Talvez Deus esteja esperando por você.
Se você continuar a caminhar com o Senhor e a dar passos que sabe serem corretos, certamente chegará a seu destino.
Ainda que a jornada pareça demorada, não desanime.
Mesmo quando sua vida parecer estagnada, se você se apegar ao Senhor, vai continuar avançando no rumo que Ele traçou.
Não é raro Deus realizar com rapidez uma obra que Ele vinha preparando há muito tempo.
Nesse meio-tempo, permita que Ele o sustente.
Diga para si mesmo: “Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência” (Salmo 37:7).

Que possamos declarar como o salmista: “Espero no Senhor de todo o meu ser, e na Sua Palavra ponho a minha esperança. Espero pelo Senhor mais do que as sentinelas pela manhã; sim, mais do que as sentinelas esperam pela manhã!” (Salmo 130:5-6).

13 de junho de 2016

Promovendo a Paz

“Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1:19).

Ter ideais é algo bom e maravilhoso, mas eles não valem nada a menos que sejam acompanhados da prática.
Talvez uma das mais importantes habilidades do pacificador seja saber como ficar quieto.
Se as pessoas soubessem controlar a língua, haveria bem menos discórdia no mundo.
A passagem bíblica para hoje sugere que devemos ser prontos para ouvir, mas tardios para falar.
Temo, porém, que muitos de nós sejamos ágeis para falar e lentos para ouvir.
Um mundo de tristeza e discórdia poderia ser evitado, se tão-somente nos recusássemos a repetir as coisas, quando sabemos que elas causarão dano. 
Uma função importante de promover a paz é permanecer silente, mesmo quando somos tremendamente tentados a passar adiante essa ou aquela fofoquinha.
O “homem natural” dentro de nós é forte, mas por amor à paz, os cristãos controlam a língua. 
Lembre-se de que nunca é bom dizer coisas pouco amáveis ou desagradáveis.
Tiago compara a língua a uma pequena fagulha que pode dar início ao incêndio de uma grande floresta.
Uma vez que as palavras saem da nossa boca, não podem ser recolhidas.
Elas passam de uma pessoa para outra; geralmente com grande parte de exagero e distorção.
O temperamento está intimamente relacionado com o controle da língua. 
Quando somos atacados, como é fácil perder a esportiva e dar às pessoas o que achamos que elas merecem. 
Isso resulta em falta de paz para elas e para nós.
Felizmente, a língua pode ser usada para promover a paz tanto como para fazer guerra, como podemos notar no seguinte texto:

Uma palavra descuidada pode inflamar um conflito, 
Uma palavra cruel pode arruinar uma vida; 
Uma palavra áspera pode instilar ódio, 
Uma palavra brutal pode ferir e matar; 
Uma palavra bondosa pode suavizar o caminho, 
Uma palavra alegre pode iluminar o dia; 
Uma palavra oportuna pode reduzir a tensão, 
Uma palavra amável pode curar e abençoar.


6 de junho de 2016

O Conhecimento Verdadeiro

Existem duas coisas muito distintas: saber sobre Deus e conhece-Lo pessoalmente. 
Podemos ser mestres da Bíblia, conhecer todas as ferramentas da hermenêutica e dominar as doutrinas teológicas, mas não terão nenhum valor se não tivermos uma relação pessoal e viva com Deus.
Isso aconteceu com Jó.
Ele sabia de Deus, era um homem justo, muito devoto a Jeová e muito bom pai de família. 
Pelo conceito que tinha se si mesmo, estava disposto a debater com Deus pelo que estava sucedendo.
Mas depois do tempo de prova e de ter uma experiência pessoal com o Senhor, confessou: falei do que não entendia, coisas que eu não conhecia (Jó 42:3-5).
Um equilíbrio entre o intelectual e o espiritual deve ser o objetivo de todo cristão.
Coisas elementares da vida cristã, como a obediência, a humildade, a paciência, o amor, o perdão, a sinceridade, são mais essenciais do que o conhecimento teórico da Bíblia. 
Deus deseja que entreguemos nossas vidas a Ele antes mesmo do nosso intelecto ou capacidades físicas.
O tempo a sós com Deus, orando e buscando em Sua Palavra, traz muito mais benefícios do que as múltiplas atividades ministeriais e eclesiásticas.
Se você é um cristão do tipo de Jó, convido-o a que, a partir de hoje, dependa mais de Deus.
Que procure Sua companhia, Sua ajuda, Seu cuidado, Seu descanso, Sua sabedoria. 
Dedique alguns minutos à oração e reencontre-se com Ele. 
Reflita e perceba o quanto O necessita e veja como Ele se preocupa com você.


31 de maio de 2016

O Caminho da Humildade

Você já encontrou uma pessoa orgulhosa e justa?
O orgulhoso acha que sabe tudo.
Não aceita conselhos.
Sua vida está tão cheia dele mesmo que não existe lugar para Deus.
Como Deus pode guiar uma pessoa orgulhosa?
E como essa pessoa pode ser feliz se a felicidade consiste em andar nos caminhos de Deus?
O apóstolo Pedro disse, em certa ocasião: “Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a Sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1 Pedro 5:5-6).
Como Deus exalta uma pessoa humilde?
Mostrando-lhe o caminho, falando ao seu coração,  conduzindo-a pelas veredas da nobreza, ensinando-lhe a reconhecer seus erros e a pedir perdão, a ser compassivo, a estender a mão para dar uma segunda oportunidade a quem errou.
O resultado de tudo isso é que as pessoas passam a admira-la, a ama-la  e a segui-la.
E assim Deus cumpre Sua promessa de exalta-la.
A pessoa orgulhosa, dizia Benjamim Franklin, almoça vaidade, e janta desprezo. O orgulho a conduz, mais cedo ou mais tarde, ao terreno da vergonha e do fracasso.
Vida profissional acabada, amizades rompidas.
Tudo isso é o resultado de não ter se deixado guiar por Deus.
Mariano Aguilo costumava dizer: “Se o homem orgulhoso soubesse como é ridícula a imagem que projeta, até por orgulho aprenderia a ser humilde”.
Mas o orgulhoso é incapaz da autocrítica.
A humildade é necessária para sermos justos, e você e eu precisamos ser justos, como esposos, como pais, como empregados ou empregadores, ou simplesmente como seres humanos.
Não é possível fazer ninguém feliz, sem humildade.
Segundo o salmo de hoje, só é possível seremos justos se nos deixarmos ser conduzidos por Deus.
Afinal de contas, quando Jesus esteve neste mundo disse: “Aprendei de Mim, porque Sou manso e humilde de coração” (Mateus 11:29).
Existem feridas que você abriu?
Corações tristes que você magoou?
Aprenda de Jesus todos os dias e lembre-se de que Ele “guia os humildes na justiça e ensina os mansos o Seu caminho” (Salmo 25:9).



2 de maio de 2016

Consulte o Senhor

“Os israelitas examinaram as provisões dos heveus, mas não consultaram o Senhor” (Josué 9:14).

Esta sentença é tão curta que pode ser facilmente ignorada, no entanto é a chave de toda a história: os israelitas “não consultaram o Senhor”.
Josué não deveria ter sido tão ingênuo; eles estavam em guerra e precisavam da orientação de Deus a cada passo.
Mas dessa vez os viajantes, os heveus, tinham vindo de longe.
Seus alimentos estavam mofados, seus odres de vinho estavam velhos e rachados, e suas roupas e sandálias, gastas.
Não ocorreu aos líderes de Israel que estivessem sendo enganados.
Os israelitas foram iludidos porque não pediram a orientação de Deus para a tomada de decisão.
Você já se viu em apuros por não ter pedido a Deus sabedoria e direção?
Você teria tomado uma decisão melhor se tivesse “consultado o Senhor” no escritório, na sala de aula ou no namoro?
A passagem deixa implícito que, se os israelitas tivessem pedido orientação a Deus, teriam descoberto o que estava acontecendo.
Deus quer fazer parte de suas decisões.
Nenhum assunto é insignificante demais para levar a Deus.
Ele pode ver o quadro completo, e você não.
Ele vê o futuro, e você não vê.
Ele é seu Pai celestial e quer estar envolvido em cada aspecto de sua vida.
Deseja ajudá-lo a evitar as armadilhas que surgem ao agir sem consulta-Lo.

Ore todos os dias para que o Espírito de Deus o oriente em cada decisão que tomar.


25 de abril de 2016

Pare de Se Enganar!

A polícia processou um homem na Nova Zelândia, 32 vezes, num período de cinco anos por não usar o cinto de segurança.
Embora a violação da lei estivesse lhe custando um bom dinheiro, ele se recusava a usar o cinto.
Esse homem, então, resolveu enganar a polícia colocando uma tira de pano sobre o peito, imitando um cinto.
Por algum tempo ele burlou a fiscalização.
A artimanha, porém, chegou ao fim, quando ele se envolveu num acidente que o prensou contra a direção tirando sua vida.
Em sua tentativa de enganar a polícia, ele estava enganando a si mesmo.
A Bíblia nos adverte a evitarmos a armadilha do autoengano, encorajando-nos a ser ouvintes da Palavra de Deus: “Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática” (Tiago 1:22).
A Palavra de Deus tem o poder de transformar nossas atitudes e ações.
Deus, por meio da Bíblia, vai até o âmago, à raiz das questões existenciais, e Ele trata essas raízes como elas são e não como nós gostaríamos que elas fossem tratadas.
Somos encorajados a ser praticantes da Palavra (Tiago 1:25).
Ouvir a Palavra de Deus é bom, mas não o suficiente. Devemos praticar o que a Bíblia diz.
À medida que o espelho da Palavra de Deus revela o que está fora do lugar em nossa vida, devemos alinhá-la com a verdade.
Ouvir a Palavra de Deus e não praticá-la nos leva ao autoengano.
Por outro lado, ser ouvintes e praticantes dessa Palavra produz bênção.
Ouvir e praticar os ensinamentos da Bíblia revelará como a nossa vida de fato é, e não como fingimos ser, e isso nos ajuda a não nos enganarmos a nós mesmos.
Vamos ouvir e praticar o que a Bíblia diz e assim experimentar a alegria e a bênção que acompanham a obediência.



18 de abril de 2016

No Tempo Certo

“Em Ti esperam os olhos de todos, e Tu, a seu tempo, lhes dás o alimento” (Salmo 145:15).

O tempo de Deus não é o tempo do homem.
Infelizmente, na opinião humana. Felizmente, na opinião de Deus.
Para entender isso, a criatura precisa atravessar o vale da dor e da frustração aonde a sua teimosia o leva.
Neste verso, o salmista menciona a expectativa humana: “os olhos de todos”, diz ele. Aqui está incluída toda a humanidade.
Todos somos assim, apressados e imediatistas.
Queremos que as coisas aconteçam aqui e agora.
Talvez porque a vida é curta para realizar tantos sonhos e projetos.
As pessoas descritas pelo salmista não esperam luxo, nem extravagâncias, apenas alimento.
Nada mais básico para a sobrevivência.
É muito esperar pelo pão de cada dia?
Que tipo de Deus é esse que parece insensível diante das necessidades básicas de seus filhos?
O salmista toma a metáfora da natureza.
A natureza ensina a entender a vida.
Alguma vez você observou como o passarinho alimenta os seus filhotes?
É um bando de famintos, chorando e disputando o alimento que a mãe traz.
Cada um luta pela sobrevivência e trata de tirar o alimento do outro.
Darwin diria que, nestas circunstâncias, sobrevive o mais forte.
Não é verdade.
A mãe pássaro é instintivamente sábia e dá o alimento a cada filhote, no seu devido tempo. Ela não ignora a necessidade de cada um, nem se comove com a impaciência nem com os gritos.
O tempo dos filhotes não é o tempo de mãe.
Se você confia em Deus e parte para a batalha e, apesar disso, as coisas não saem como quer, tenha paciência, coloque os olhos em Jesus espere o tempo dEle.
Ele virá na hora certa. 
Nem antes, para que você não se deslumbre, nem depois, para que seus inimigos não caçoem de sua fé.
O êxito não é uma meta para você alcançar.
É um processo que envolve confiança em Deus, luta, esforço, lágrimas, aparentes derrotas e, acima de tudo, paciência.
Busque hoje os seres que você ama.
Diga-lhes quão valiosos são.
Anime e encoraje.
As pessoas são como um espelho.
Se você sorri, elas sorriem; se você fecha o rosto, recebe a mesma mensagem.